A proteção aos cultos de origem africana


Samuel Farias - Culto de origem africana são protegidos pelo Estado
Houve certa comoção pelo indeferimento ao pedido do MP para retirada de vídeos de igrejas evangélicas demonizando, dentro do seu sistema de crença, os cultos afro-brasileiros e uma má interpretação do que o magistrado, Eugênio Rosa de Araújo, afirmou na sua decisão por parte da mídia e consequentemente da população. Deste fato veio a questão que apenas a filosofia pode responder, afinal os cultos de origem africana constituem uma religião?

O que mais chamou atenção da população não foi necessariamente a decisão de indeferir o pedido do Ministério Público e sim o fato de o juiz ter dito que os cultos de matriz africana não constituem uma religião. A imprensa, a OAB-BA e o MP, que recorreu da decisão, deram a impressão equivocada ,ao comentar o caso, que o magistrado havia preterido os cultos afro-brasileiros em relação as religiões em voga no país. Todavia ele apenas corrigia o Ministério Público que chamou os cultos de matriz africana de religião, quando, de fato, não são e isso não se constituiu em um demérito, sequer é algo que diminua o direito a proteção estatal dado às religiões.