A violência nas manifestações
















As manifestações no Brasil são arbitrárias e criminosas. O cinegrafista Santiago é só uma vítima fatal, mas existem outras vítimas silenciosas que ninguém dá valor. O empresário que tem sua propriedade destruída, o trabalhador que quer ir pra casa em paz e não pode, o indivíduo que quer ir e vir com tranquilidade são igualmente vítimas desses que lutam por "um mundo melhor".


Todavia manifestar-se não é errado, na atual conjuntura é o que nos resta. O ponto de arbitrariedade são os métodos usados. Fechar ruas, impedir o fluxo de trânsito e destruir patrimônio privado são atitudes que ferem direitos de outras pessoas e portanto tornam os protestos ilegítimos. 

O manifestante não é mais humano, no sentido de portador de direitos, que a pessoa que esta no trânsito por exemplo e é o que esta protestando quem impede, efetivamente, o trânsito de seguir, diferentemente do indivíduo que esta no trânsito, que ao dirigir ou se assentar em um coletivo não impede de qualquer pessoa se manifestar. Isso se trata de uma violência.

A morte do cinegrafista serve (ou deveria servir) para nos fazer cair na real. Será que vamos esperar outra morte para de fato nos voltarmos contra a paralisação do trânsito, o fechamento de ruas e as destruições de patrimônio privado? Será que essas formas de violência não são suficientes para nos tirar da zona de conforto e pedir por um basta no desrespeito às pessoas?

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