MERITOCRACIA

A CRÍTICA À MERITOCRACIA GERALMENTE SE BASEIA EM DOIS ESPANTALHOS, o de que a ideologia da meritocracia é o entendimento que o sucesso se baseia simples e unicamente pela capacidade e de que a vivência em sociedade é uma disputa semelhante a uma corrida, na qual só há um vencedor e que todos os demais perdem.

É PRECISO SUPERAR A CULPABILIZAÇÃO PARA AJUDAR O OUTRO



Não existe uma fórmula para viver bem e feliz, uma hora ou outra, inevitavelmente passamos por problemas e nesses momentos é comum buscarmos apoio num familiar, no cônjuge ou em amigos e a resposta que geralmente recebemos, mesmo daqueles que gostam verdadeiramente de nós é uma reflexão de como foram atitudes nossas que desencadearam na situação que agora padecemos. Esse retorno do outro frente ao nosso pedido, porém, não traz nenhum efeito positivo para quem esta sofrendo, pelo contrário.

A proteção aos cultos de origem africana


Samuel Farias - Culto de origem africana são protegidos pelo Estado
Houve certa comoção pelo indeferimento ao pedido do MP para retirada de vídeos de igrejas evangélicas demonizando, dentro do seu sistema de crença, os cultos afro-brasileiros e uma má interpretação do que o magistrado, Eugênio Rosa de Araújo, afirmou na sua decisão por parte da mídia e consequentemente da população. Deste fato veio a questão que apenas a filosofia pode responder, afinal os cultos de origem africana constituem uma religião?

O que mais chamou atenção da população não foi necessariamente a decisão de indeferir o pedido do Ministério Público e sim o fato de o juiz ter dito que os cultos de matriz africana não constituem uma religião. A imprensa, a OAB-BA e o MP, que recorreu da decisão, deram a impressão equivocada ,ao comentar o caso, que o magistrado havia preterido os cultos afro-brasileiros em relação as religiões em voga no país. Todavia ele apenas corrigia o Ministério Público que chamou os cultos de matriz africana de religião, quando, de fato, não são e isso não se constituiu em um demérito, sequer é algo que diminua o direito a proteção estatal dado às religiões.

JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS


Samuel Farias - Justiça com as próprias mãos

A questão sobre a legitimidade de se fazer justiça com as próprias mãos tem gerado uma enorme discussão nas rodas de amigos, nas redes sociais e na mídia em geral devido a grande repercussão no noticiário recente.

O brasileiro sempre sentenciou pessoas, predominantemente do sexo masculino, à morte por supostos e por reais crimes, basta uma pesquisa no Youtube e no Google e encontraremos notícias e vídeos antigos e novos de homens sendo linchadas, queimados vivos, amarrados a postes e sofrendo uma série de outras penalidades. O sentenciamento popular só tem ganho repercussão devido a ação de vingadores no Rio de Janeiro, exatamente porque aconteceu no Aterro do Flamengo, bairro nobre da cidade, foi divulgado por uma pessoa com uma certa influência e o preso era pobre, negro e menor de idade. Somente a partir deste caso que a mídia passou a dar destaque ao fato que já era comum na nossa sociedade.

ANALFABETISMO FUNCIONAL


Recentemente o Brasil foi apontado como um dos países que não atingiram a meta de redução do analfabetismo. Existem ainda no Brasil pessoas que não sabem ler e nem escrever uma frase inteira, mas há um mal ainda maior no nosso país, um mal silencioso, encoberto por diplomas, posição social e instituições: a incapacidade de interpretar um texto. 

Samuel Farias - Analfabetismo funcional
O analfabetismo funcional é muito pior que o analfabetismo na medida que o analfabeto diante de um texto simplesmente afirma que não sabe o que esta ali (é óbvio que não é bom não saber, mas quando a pessoa tem consciência que não sabe, geralmente se abre para descobrir o novo e assim o acesso ao conhecimento não fica inviabilizado), enquanto que o ignorante funcional crê que entendeu, quando na verdade não entendeu e a partir dessa conclusão puramente dogmática faz acusações e indagações sobre o autor e/ou o texto completamente infundadas e, como não enxerga a sua condição de agnóstico, se fecha para o conhecimento.


A objetização do outro sob justificativa "nobres"





Numa discussão na qual eu defendia as liberdades individuais e direitos humanos sofri uma acusação quando contestava a legitimidade que o Estado tem de decidir executar e fazer cumprir que eu pague parte do meu rendimento a ele para que ele, em troca, mesmo contra a minha vontade, assegure o meu bem-estar e o dos meus semelhantes. Disse, o grupo que me contestava, que eu só defendia a liberdade individual, a não iniciação de violência e a ilegitimidade do Estado sobre quem não o deseja porque eu estava preocupado com o meu dinheiro. No calor de tantas perguntas em série, da quantidade de coisas que eu tinha pra falar e do curto tempo acabei deixando esse ataque moral passar, mas a seguir respondo à altura e de forma racional.

POLÍTICA BRASILEIRA - UM FRONT DE BATALHAS



Recentemente o psolista Plinio de Arruda Sampaio disse que o governador Alckmin é honesto e tem recebido uma enxurrada de críticas, sobretudo do PT e dos seus correligionários na internet, sob a alegação de ser "de direita". O Jornalismo Wando, com sua ironia, costumeiramente pró-PT, também endossou as críticas ao PSOL e a Plínio Arruda Sampaio pelos comentários não caluniosos contra adversários políticos.

É curioso esse comportamento vir exatamente do Partido dos Trabalhadores que sempre se disse vítima de ataques desonestos, que desvirtuavam um determinado discurso, desqualificando o discursante, baseado em uma suposição (proposital ou não) além do que, de fato, foi dito.

A metástase do preconceito



Essa charge, que não deve ser entendida apenas como uma reflexão sobre mulheres e sim sobre pessoas, retrata muito bem os padrões de palavras que adotamos para rotular os outros, sem questionar o contexto onde elas estão inseridas.

Existem palavras que, quando ditas por outra pessoa, despertam em nós um alerta que nos faz presumir tudo o que o outro disse, vai dizer e pensa. Uma ou duas palavras, geralmente já bastam.

No campo intelectual, recentemente o filósofo Paulo Ghiraldelli foi chamado de pedófilo, tudo porque escreveu um texto sobre sexo entre adultos e crianças e impedido de prosseguir com um evento dentro da sua própria Universidade porque um grupo de alunos o chamou de machista e homofóbico. Luiz Felipe Pondé também foi expulso de um evento porque supostamente seria racista por se opor as políticas de cotas. Completou um ano a poucos dias o texto sobre tortura do psicanalista Contardo Calligaris na Folha que precedeu uma série de acusações de que ele estava incitando a violação de direitos humanos. 

A DIFERENÇA ENTRE AS MANIFESTAÇÕES NA VENEZUELA E BRASIL




QUAL A DIFERENÇA ENTRE AS MANIFESTAÇÕES NA VENEZUELA E NO BRASIL?

Venezuelanos e brasileiros tem em comum apenas o fato de estarem insatisfeitos e de serem fortemente reprimidos pelo Estado, contudo o objeto da insatisfação é completamente diferente e isso é fundamental para responder essa questão.

A violência nas manifestações














A VÍTIMA E AS VÍTIMAS



Eu me posiciono a favor das manifestações contra o governo, principalmente esse "nosso" governo, mas ainda me sou contrário as revindicações (+ saúde, +educação, +Estado, etc.) e, SOBRETUDO, aos métodos violentos, tanto aqueles que intentam agredir propriedade privada e jornalistas, quanto aqueles que agridem o direito das pessoas de ir e vir. 

A felicidade não existe ou ela é um mal social


Samuel Farias -
A felicidade não existe ou ela é um mal social
Havia um antigo provérbio grego que dizia que "a melhor das coisa é não nascer", deixando clara a ideia de que é impossível impedir o sofrimento, todavia para o filósofo Epicuro felicidade é não sentir dor. Ora se felicidade é não sentir dor, e ela é inevitável, então será possível o homem ser feliz? E se não, a felicidade de fato existe ou é apenas uma ilusão?

Segundo Aristóteles "toda arte e toda investigação, bem como toda ação e toda escolha visam um bem qualquer" e que todo bem que desejamos tem como fim o sumo bem que é a felicidade. Lao-Tsé já dizia que a felicidade nasce da infelicidade, pois é o sofrimento físico ou psicológico, real ou imaginário que nos move na busca do alívio. É a dor que nos dá razão para conseguirmos alegrias e as coisas que damos valor.

Atualmente o Facebook é o local onde as pessoas cultuam a felicidade como a razão de suas vidas, porém isso não é recente, a nossa espécie sempre a idealizou. Para o homem selvagem a felicidade era um lugar seguro para dormir, onde pudesse se abrigar do frio e da chuva, não precisar arriscar sua vida em uma caça para se alimentar e alguém com quem pudesse copular.