Dirceu e Genoíno - A Novela Petista


Samuel Farias - Novela petista
As novelas do horário das nove horas na Rede Globo fazem parte da nossa cultura de tal modo que muitas vezes fantasiamos o personagem da ficção na realidade. 

Essa idealização já era comum através do cinema, como por exemplo a ideia de um príncipe encantado como nos filmes e desenhos da Disney. Na mesma direção as novelas criaram protagonistas com determinados perfis e nós, não raramente, idealizamos o mocinho e a mocinha nas nossas relações, contudo, desta vez, essa paixão avança sobre um novo cenário: a política.

A crítica vazia ao dízimo cristão e o dízimo da ATEA


Samuel Farias -
Daniel Sottomaior e o dízimo ateísta da ATEA
Rousseau infantilizou o homem. Para ele o indivíduo é bom, a culpa do que ele faz de ruim é toda da sociedade. Essa crença isenta a pessoa de tudo. Note, vendem um produto, a pessoa compra, na visão rousseana não foi a pessoa quem escolheu o produto, quem escolheu foi o marqueteiro, que de algum modo sobrenatural invadiu a mente do ouvinte e o obrigou a escolher aquele produto, mas não obrigou a todos, os seguidores do filósofo tem uma mente treinada para dizer não, só os outros, pobre coitados, que são alienados e manipulados por essa grande mídia perversa e por esse mercado malígno. Quanta pretensão.

Baseado no pensamento do francês a ATEA  vem acusando as igrejas cristãs de darem uma falsa liberdade aos cristãos no que concerne ao dízimo. O pensamento deles é que o dízimo não é uma doação, porque o religioso é manipulado a doar, baseado no medo de ir para o inferno. O pensamento é falso.

O respeito a coisa pública e a responsabilidade pela violência nos estádios de futebol


Samuel Farias -
Torcida organizada do Atlético-PR ataca torcedores vascaínos
No jogo Vasco e Atlético-Pr, válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2013, a segurança do estádio foi insuficiente para conter a violência da torcida do time paranaense contra os cariocas em Joinville-SC . 

As cenas chocantes de violência trouxeram uma grande questão para quem estava assistindo o jogo: Por que não havia policiamento para garantir a segurança do evento?

A censura e a oposição ao belo


Samuel Farias - Izabel Goulart se despede do
Rio de Janeiro e mostra corpo perfeito
Eu não tenho o hábito de buscar notícias sobre personalidades da mídia, mas muitas pessoas tem esse hábito. O consumo de notícias de fofoca e sobre a vida alheia é alto e se dá na medida que há enorme demanda. As pessoas desejam saber, o empresário quer informar e, não raro, a própria personalidade quer ser retratada. Eu considero fútil esse tipo de informação, mas aquilo que eu dou valor e aquilo que eu não atribuo valor não devem ser imputados aos demais. Cada um deve dar valor aquilo que lhe der significância. 


Escândalozinhos


Samuel Farias - Eduardo e Aécio protagonizam os escândalozinhos
Dois microescândalos agitaram a corrida ao Palácio do Planalto. Na propaganda de Eduardo Campos foi mostrado uma faculdade particular como se fosse pública e na propaganda de Aécio Neves a van que o Presidente do PSDB aparentemente estava comete uma grave infração de trânsito.

A política nas escolhas das palavras



O fazer política no Brasil é repleto de sutilezas e uma delas é a escolha das palavras. Quando Dilma escolheu o seu "presidenta", seus opositores atacaram e evitam usá-lo, enquanto que os seus apoiadores não se cansam de repetir a expressão que não esta errada.

Com Marina Silva também observamos a expressão a serviço da política. Aqueles que são favoráveis se referem a sua empreitada como 'a' Rede e os que são contra dizem 'o' Rede e embora os dois estejam corretos gramaticalmente a escolha dessa pequena palavra representa um enorme indício da mensagem e do posicionamento político que se pretende dar. Note

Dilma - O discurso na ONU


Certa vez em uma visita a uma comunidade muito pobre no nordeste brasileiro com a ONG que fundei conheci um menino, cujo nome vou preservar, que vivia em grave situação de vulnerabilidade social. A família não possuía as mínimas condições de prover as refeições e ele ficava dias sem se alimentar. Na ocasião ele me contou que para enganar a fome bebia água, pois quando ingeria o líquido ele ficava com a barriga cheia e tinha a sensação de que estava saciado, contudo ele precisava dos nutrientes dos alimentos.

O discurso da Dilma na Assembléia das Nações Unidas satisfez os brasileiros. Todos nós gostaríamos de dizer algumas verdades aos americanos que invadiram nossa privacidade e acessaram informações pessoais sem permissão. Quem esses americanos pensam que são? O Obama acha que é o rei do mundo? Qualquer discurso brando, vago ou menos agressivo seria tido por nós como imoral e acarretaria um enorme dano eleitoral a petista, mas ela não deu esse gostinho a oposição, afinal ser anti-americano, em período eleitoral da voto.

Dilma e o dilema do líder


Me recordo que na minha infância, um período de grande pobreza, nós só não passávamos fome devido ao salário do meu pai, o único que trabalhava, em uma família grande, em tempos difíceis cujo emprego era coisa rara.


Meu pai, hoje um septuagenário, é um homem orgulhoso, honrado e altivo. Certa vez fui a seu trabalho e presenciei uma cena horrível em que o seu patrão o humilhava. Eu, ainda moleque, intervi na defesa do meu progenitor e o seu chefe o desmoralizou pra mim, na sua frente, que cabisbaixo fez sinal para que eu não insistisse e aceitou calado aquela humilhação.

Ética nas políticas públicas


A ética é fundamental na política. A falta de ética corrói e descredibiliza a nossa democracia, mas infelizmente os brasileiros, no geral, enxergam de modo limitado essa questão

O comportamento do político sem ética é visto no mensalão, nepotismo, peculato, tráfico de influência, dinheiro na cueca, desvio de verba pública para conta pessoal. Essas são notícias que nos chocam e nos indignam e naturalmente denunciamos como corrupção, porque nós vemos bem a corrupção do ser, do político, contudo também as políticas públicas precisam de ética.

A renuncia do Papa - A igreja atemporal

Samuel Farias


R
ecebi um e-mail de um amigo (neo)ateu zombando: “kkk [sic], o papa renunciou, a igreja católica acabou”, ao ler, depois de certa estranheza com a palavra renuncia referindo-se ao Papa, me veio a imagem do trono de São Pedro vazio. Prontamente fui à internet e as manchetes de todos os jornais confirmavam em parte o que esse amigo falara. Em parte porque, de fato, Bento XVI renunciou, no entanto a igreja não acabou, muito pelo contrário.